Samu está preparado para atender a população, mas solicita que só seja acionado em casos de extrema necessidade

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esclarece à população que continuam os atendimentos de urgência, 24 horas, para ocorrência de extrema gravidade do usuário. O procedimento é feito no local e se necessário, a pessoa será encaminha para a rede de hospitais. As equipes do Samu não atendem casos ligados a consultas médicas e nem atendimentos psicológicos.
 
No período de 10 a 25 deste mês, o Samu fez 2.418 atendimentos, dos quais 1.968 de socorro e remoção (82%) e 450 orientações ao usuário (18%). O montante correspondeu a uma média de 123 atendimentos/dia na Região Metropolitana de Joao Pessoa. 
 
A coordenadora do Samu, Erica Andrade, disse que neste momento de ocorrências e cuidados com o Covid-19, a população deve ficar atenta ao ligar para o Samu. “Muitas pessoas, tomadas pelo pânico do vírus, no desespero, chamam o serviço. Quando as equipes chegam no local, verificam que os casos não correspondem aos critérios do nosso atendimento”, destacou a coordenadora.
 
Preocupada com esse momento de pandemia, Erica Andrade lembra que algumas pessoas, em situação de pânico, ligam com o argumento que estão com problemas de respiração e falta de ar, sintomas característicos do vírus. “Mas na realidade, o que querem é a presença de profissionais de saúde para acalmar o seu desespero”, relatou a coordenadora.
 
Erica Andrade alerta que esse tipo de chamado atrapalha o serviço do Samu, porque, além de colocar em risco a vida de alguém que esteja realmente precisando do atendimento correto na hora, também se perde uma EPI, desnecessariamente. “Muitos, com medo, dizem na ligação que estão morrendo, quando chegamos lá, querem uma consulta para o mal que estão sentindo, que na realidade seria um atendimento psicológico”, revelou a coordenadora. 

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