UMA NAÇÃO NO QUARTEL- A MILITARIZAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA; escreve Marcos Thomaz

Nestes tempos esquizofrênicos que corre no calendário brasileiro nada, absolutamente nada tem alguma lógica!

Todos os dias pipocam teorias absurdas, teses estapafúrdias, movimentos surreais. Hora patrocinados pelo tresloucado e desgovernado grupo que dirige os destinos do país, hora surgido da própria sociedade, mas ambos com poder de estrago generalizado!

O desenho do Brasil é como um sistema em pane, mas ainda estranhamente interligado/ conectado, mesmo defeituosamente, se retroalimentando em curto circuito. Governo e núcleos sociais em permanente “tilt”!

Um destes vírus que infecta o processo nacional é a corrente pró militarização da educação.

Seguindo o fluxo dessa onda de radicalismos, soluções mirabolantes e vazias, tal qual a insanidade de fechamento do STF, intervenção militar etc cresceu no imaginário popular a idéia de que os colégios militares seriam a redenção nacional!

Sim, os mesmos que estão jogando o legado de Paulo Freire no lixo, enchem o peito para defender que a educação militar é o melhor caminho!

O pedagogo é referência internacional com seus métodos humanistas e pautados no respeito as individualidades dos cidadãos, já a outra idéia é destas anomalias tupiniquins?!?!

Enquanto o mundo discute e vários países já põem em prática a desmilitarização até das polícias, no Brasil se quer militarizar a sociedade.

Veja você: significativa parcela da sociedade civil quer confinar todos em regime de quartel!! Isso agora, no ano da graça de 2020, não é 1964, é o que indica o calendário, ao menos…

É mais uma vez a idéia da repressão absoluta, a instalação do medo, controle total, em detrimento da liberdade, de pensamento, principalmente…

Para dar cabo a este projeto, atender a própria sanha e aplacar os anseios dos seus eleitores, presidente Jair Bolsonaro anunciou mais de 200 unidades de escolas militares até 2023.

Mas, como em tudo o que toca esse governo, há uma enorme diferença entre o dito e o praticado. O mesmo Bolsonaro que projeta a ampliação do modelo, reduziu quase 20% da verba destinada ao ensino nestas unidades!?!

Ou seja, um corte de um quinto dos recursos em um projeto que será ampliado!!

A velha estratégia de quantidade, em detrimento da qualidade! O jogo de fachada para atender aos incautos, sedentos por qualquer conceito de solução para tudo via medidas extremas…

Mas não basta ser militar, tem que radicalizar! Outro passo na transformação dos brasileiros comuns em soldados de quartel é o Código de Conduta elaborado pelo MEC, com determinações explícitas em exigências como vestuário, corte de cabelo e qualquer adereço dos alunos!

Enquanto se preocupa como vai ser o “bigodin finin, cabelin na rágua” alheio, Bolsonaro desmonta a educação brasileira!

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