Governo firma convênio para fortalecer projeto de ressocialização nos presídios

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), firmou convênio com o Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, Defensoria Pública, Pastoral Carcerária, dentre outros parceiros, com a finalidade de levar aos detentos serviços que possam suprir as necessidades de saúde dental, médica, assistências jurídica, psicológica, social, entre outros. Os serviços serão oferecidos por meio dos alunos do Unipê e do projeto de Pesquisa e Extensão da Defensoria Pública – “Exceção Penal Além do Cárcere”.

O projeto piloto terá início na Penitenciária de Segurança Máxima Criminalista Geraldo Beltrão (Máxima de Mangabeira), localizada no bairro de Mangabeira, onde já existem instalações físicas e estruturas adequadas para abrigar os serviços a serem oferecidos. Além disso, novos espaços serão construídos para melhor atender os diversos cursos contemplados, a exemplo do curso de Designer de Moda, no qual os alunos terão a oportunidade de desenvolver projetos na Fábrica de Corte e Costura Industrial que se encontra em fase de conclusão e contará com 19 máquinas operadas por reeducandos que serão capacitados por instituição contratada dentro do Programa de Capacitação Profissional e Implementação de Oficinas Permanentes – Procap.

Os parceiros do convênio não só irão contribuir disponibilizando profissionais da área e dando suporte na supervisão dos serviços como, por exemplo, no caso da assistência jurídica, que terá a parceria da Defensoria Pública, mas também investindo nas melhorias físicas e estruturais dos espaços que servirão para atender os detentos, tanto da Máxima de Mangabeira, como em outras unidades prisionais que serão ao longo da parceria capacitadas para atender ao convênio e sua proposta assistencial e inovadora.

João Rosas, diretor da Máxima de Mangabeira, disse que o projeto fortalece o eixo de ressocialização que vem sendo trabalhado dentro das unidades prisionais, com o objetivo de levar cidadania aos reeducandos, por meio dos profissionais e estudantes envolvidos no projeto. Ele disse ainda que os estudantes poderão vivenciar experiências práticas enriquecedoras, pois a unidade prisional é campo de atuação desses futuros operadores do Direito, assistentes sociais, psicólogos e demais profissionais, contribuindo dessa forma, com uma contenção mais qualificada e humanizada.

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