SMS mantém vacinação contra a gripe para grupo prioritário, mesmo com fim da campanha nacional

A Secretaria de Saúde de João Pessoa (SMS) vai manter, até atingir a meta de 90%, a vacinação contra a gripe para os grupos de risco. Com intuito de garantir uma cobertura e a proteção ao público prioritário, ações foram realizadas neste sábado (1º) e domingo (2) nas Unidades de Saúde da Família (USF), Policlínicas Municipais, Centro Municipal de Imunização (CMI), além de templos e centros religiosos. Ao todo, foram disponibilizados para a população mais de 140 postos para vacinação.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve início no dia 10 de abril e se encerrou na sexta-feira, dia 31 de maio. Até o momento, a SMS
já imunizou 86,44%, o que corresponde 182.060 mil pessoas. A meta é vacinar 90% do grupo de risco, o que representa 210.619 pessoas.

“Assim como todas as ações de saúde, trabalhamos para ofertar e garantir o cuidado à população. Foi um período intenso de chamamento para os grupos prioritários, considerando que a gripe pode evoluir para outros quadros mais graves e levar a morte”, alertou Adalberto Fulgêncio, secretário de Saúde.

A funcionária pública Camila Albuquerque, mãe de Miguel, de três anos, aproveitou o domingo para vacinar o filho no posto de imunização montado no Santuário Mãe Rainha. “Desde o início da campanha ainda não tinha conseguido vacinar meu filho. Primeiro por não conseguir conciliar meu tempo com horário de funcionamento da Unidade de Saúde próximo a minha casa e depois ele ficou febril, não podendo receber a vacina. Hoje a oportunidade foi favorável e é muito bom que meu filho está protegido contra a gripe”, disse.

A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para este ano (Influenza A/H1N1; Influenza A/H3N2 e Influenza B).

Grupos de risco – São pessoas com 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e profissionais das forças de segurança e salvamento (policiais, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas).

Registros – Neste ano, até 11 de maio, foram registrados 807 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 144 mortes. Até o momento, o subtipo predominante no Brasil é o vírus influenza A (H1N1) pdm09, com registro de 407 casos e 86 óbitos.

Este ano, em João Pessoa, já foram confirmados 35 casos de síndromes gripais, sendo 19 casos positivos para Influenza e 16 casos positivos para Vírus Sincicial Respiratório. Entre os 19 casos confirmados de Influenza, 16 são decorrentes de Influenza A (sendo 13 do subtipo H1N1 e três do subtipo H3 sazonal) e três decorrentes de Influenza B, com um registro de óbito de H1N1.

Em 2018, a Vigilância Epidemiológica (VIEP) confirmou laboratorialmente 34 casos de Influenza tipo A, sendo 18 de H1N1 com dois óbitos e, 16 do subtipo H3 sazonal, com dois óbitos. Para Influenza B foram 11 casos confirmados, com dois óbitos registrados. De Vírus Sincicial Respiratório foram registrados e confirmados nove e Metapneumovírus 12 casos notificados.

O gerente de Vigilância Epidemiológica da SMS, Daniel Batista, esclarece que é importante que a população se imunize para evitar a circulação do vírus.

“Em 2018 tivemos 90,44% de cobertura vacinal. É um dado significante principalmente quando falamos de grupos considerados de risco. Há pessoas resistentes que não tomam a vacina com receio e com base nas fakenews, falsas notícias que circulam sobre reações adversas de quem toma a vacina”, explicou o gerente.

Contraindicações – A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores, bem como a qualquer componente da vacina ou alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

Precauções – Em doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação, até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.

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