Em Bayeux, vereadores livram Berg Lima de novo pedido de cassação

Por nove votos a oito, a Câmara Municipal de Bayeux rejeitou, ontem, uma nova denúncia formulada contra o prefeito Berg Lima, do Podemos, por iniciativa do vereador Roni Alencar, do PMN. Desta vez, o pedido de cassação do gestor teve como causa o alegado descumprimento de prazos para respostas de requerimentos e pedidos de informações de parlamentares e do Legislativo Municipal. O presidente da Casa, Jefferson Kita, do PSB, disse que o pedido foi protocolado na última segunda-feira e levado ao plenário para apreciação, mas devido à fragilidade de argumentos, a maioria votou pelo arquivamento.

Apenas integrantes da bancada oposicionista votaram pelo recebimento. Kita justificou: “Todos os prefeitos descumpriram os prazos para responder a requerimentos. Os que votaram pelo arquivamento consideraram a denúncia sem consistência para instaurar um procedimento que pudesse resultar na cassação do mandato do prefeito, em um momento como este, em que o município ainda sofre os efeitos das instabilidades políticas na mudança de gestão. Diante dessa conjuntura, o que se nos impõe é lutar para assegurar a governabilidade, de modo a que a população não seja novamente prejudicada”.

Nos termos do documento, o pedido de cassação do mandato baseava-se no descumprimento do regimento interno municipal. O vereador Roni Alencar foi enfático ao dizer que o prefeito Berg Lima não está respeitando as leis do município, tal como deveria, ao deixar de responder a requerimentos e pedidos de informações dos vereadores e do Legislativo Municipal. Não obstante o arquivamento da denúncia, o vereador-presidente instaurou uma comissão especial encarregada de proceder a levantamento de todos os requerimentos e pedidos de informações não respondidos pelo chefe do Executivo, e ao mesmo tempo estabelecer um prazo para que haja resposta. “Se nada disso for observado, partiremos para a adoção de providências cabíveis”, salientou. O socialista criticou a tentativa da oposição de tirar o prefeito do cargo a todo custo.

– Isso não é justo. Eu seria o primeiro a querer que ele saísse, porque na linha de sucessão assumiria o comando da prefeitura municipal de Bayeux. Mas não acho isso correto. A cidade já perdeu muito com tudo o que ocorreu ultimamente e vive panorama de instabilidade administrativa. A governabilidade precisa ser mantida e quem quiser assumir a prefeitura que dispute as eleições do próximo ano – desabafou Jefferson Kita. Os Guedes

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