Vereador quer debate com presidente da PBGás sobre aumento do GNV

O Plenário da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) aprovou, nesta quarta-feira (28), dois requerimentos apresentados pelo vereador Lucas de Brito (PV) acerca do preço do Gás Natural Veicular (GNV) comercializado pela Companhia Paraibana de Gás (PBGÁS). O produto sofreu o quarto reajuste neste ano de 2018, o que tem gerado preocupação por parte de usuários e empresários do setor no Estado.

Um dos requerimentos convida a Diretora Presidente da PBGÁS, Tatiana Domiciano, para participar de um debate público no Plenário da Câmara Municipal de João Pessoa, em data a ser indicada pela gestora, para justificar o fato de o valor do GNV repassado aos postos de combustível da Paraíba ser tão superior ao repassado por cada uma das respectivas Companhias de Gás dos Estados brasileiros.

“O valor do GNV repassado pela PBGÁS aos postos de combustíveis da Paraíba é de cerca de R$ 2,75, enquanto que o valor repassado pela Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) aos postos do Estado de Pernambuco, por exemplo, é de cerca de R$ 1,60, o que representa uma diferença de mais de um real por m³”, salientou Lucas de Brito.

O parlamentar afirmou que o Estado adquire um volume menor de Gás Natural em relação a Pernambuco, entretanto, a diferença de valor não se justificaria apenas por essa circunstância, “uma vez que o preço praticado na Paraíba é também superior ao praticado em Estados como Alagoas e Sergipe, que adquirem volume de Gás Natural semelhante ao nosso Estado”. Lucas ainda destacou que isso tem causado uma grave crise financeira nas oficinas de GNV devido à falta de novos clientes, uma vez que o uso do combustível tornou-se desinteressante.

“Já recebemos informações que dão conta do fechamento de todas as oficinas convertedoras de GNV da Paraíba num prazo de até 2 meses, gerando, assim, um caos no setor. Além disso, cerca de 40 mil veículos ficarão sem a devida manutenção por conta do fechamento destas oficinas, tornando-os reféns de curiosos e de oficinas clandestinas, que não possuem qualificação, maquinário e peças homologadas pelo INMETRO, trazendo, portanto, risco de explosões e mortes para toda a população”, alertou.

Em um segundo requerimento, o vereador solicita informações diretas sobre as razões que justificam o fato de o valor do Gás Natural Veicular repassado aos postos de combustível da Paraíba ser tão superior ao repassado em outros Estados brasileiros. “Desta forma, solicitamos informações e explicações a respeito das razões de tanta disparidade na comercialização do GNV da Paraíba e providências urgentes a serem adotadas para evitar o fechamento das oficinas especializadas no produto”, finalizou.

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