Deputado eleito defende redução de secretarias e critica alta carga tributária na PB

O vereador de João Pessoa e deputado eleito, Eduardo Carneiro (PRTB), vai cobrar do novo governo uma pauta de enxugamento da máquina administrativa do estado. Segundo ele, não dá pra continuar com a quantidade de secretarias , autarquias , fundações e órgãos que o estado tem atualmente. A declaração foi repercutida nesta segunda-feira (19), durante a inauguração de um Centro de Referência de Educação Infantil (CREI), na Capital. “O tamanho do estado está gigante, por isso o próximo governador tem que promover urgente essa reestruturação, para que tenhamos mais recursos em áreas essenciais como Segurança Pública, Saúde e Educação”, questionou.

Eduardo Carneiro disse que a Paraíba gasta hoje um percentual bem acima do permitido por lei com o funcionalismo, figurando entre os 14 estados da nação que desrespeitam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo ele, o estado compromete 64% de suas receitas com a contratação de pessoal.

O parlamentar denunciou que na Paraíba foram criadas muitas secretarias executivas com status de secretaria, só para acomodar políticos. “Isso tem que acabar. A população não aceita mais essas práticas da velha política”, afirmou.

Eduardo disse que o governo possui mais de 40 secretarias, levando em consideração as executivas, além dos órgãos que compõem a estrutura da administração indireta. “Para o Estado entrar no ritmo, precisa haver uma redução de no mínimo 30% da atual estrutura, inclusive com a extinção de algumas pastas”, defendeu.

Alta carga tributária

Eduardo Carneiro criticou também a alta carga tributária imposta pelo governo aos paraibanos. “Hoje as empresas não só deixam de se instalar na Paraíba, mas fecham ou vão para outros estados, deixando de gerar emprego e renda no estado”, ressaltou.

Eduardo cobrou ainda explicações sobre a alta dos preços aplicados no Gás Natural Veicular (GNV). Ele disse que no vizinho estado de Pernambuco, o valor do metro cúbico é de R$ 1,55, enquanto que na Paraíba quase dobra, chegando a R$ 2,68.”Já tivemos quatro aumentos este ano. Não podemos colocar esse fardo nas costas de quem quer produzir e gerar emprego e renda. A Paraíba não pode ser conhecida como o estado onde se cobram os mais altos impostos do país”, arrematou.

Apesar das críticas, Eduardo disse entender e respeitar o resultado das urnas e está torcendo para que o governador João Azevêdo faça um grande governo. Ele adiantou, no entanto, que estará vigilante no seu papel de fiscalizador, mas sempre de maneira propositiva e em consonância com a população.

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