Procon divulga lista de sites e lojas virtuais para serem evitados na Black Friday; veja lista

Durante a Black Friday é importante tomar cuidado com promoções tentadoras demais para não cair em golpes na Internet. Em 2018, novamente, criminosos deverão aproveitar o grande fluxo de usuários na web para atrair vítimas a páginas falsas, vender produtos inexistentes e roubar dados de cartão de crédito. No Brasil, o evento de compras ocorre principalmente no e-commerce, o que favorece a ação de golpistas. Por isso, instituições como o Procon-SP divulgam listas de lojas suspeitas para que o consumidor possa fugir da chamad

O período de ofertas ocorre oficialmente no dia 23 de novembro, mas uma porção de lojas oferece descontos de forma antecipada. Veja a seguir seis dicas para descobrir lojas que devem ser evitadas na Black Friday e aprenda a se proteger.

1. Lojas para fugir durante a Black Friday

Entidades de proteção do direito do consumidor divulgam durante todo o ano listas de sites reconhecidamente fraudulentos e que devem ser evitados na Black Friday. Antes de clicar em uma oferta de um site desconhecido, é importante acessar os bancos de reputação do Procon-SP (sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php), por exemplo. Segundo a instituição, o monitoramento é feito de forma constante para checar se lojas físicas e virtuais cumprem o Código de Defesa do Consumido. Os sites que tiverem reclamações registradas no Procon e que não responderem ou não forem encontrados entram na lista.

A Ebit (ebit.com.br/lojas-irregulares) e o Buscapé (buscape.com.br/lojas-nao-recomendadas) também divulgam. Ao acessar cada um deles, tecle Ctrl+F no teclado para abrir a caixa de pesquisa e digite o nome da loja para ver se ela integra a lista negra.

Verifique lojas na lista negra do Procon — Foto: Reprodução/Procon-SP

Verifique lojas na lista negra do Procon — Foto: Reprodução/Procon-SP

2. Cheque se a conexão é segura

Comerciantes sérios na Internet investem em certificados SSL para criptografar a conexão do cliente junto aos servidores e garantir a segurança do usuário. Por isso, desconfie de cara se um site não conta com a proteção. Para identificar o SSL em um site, cheque se ele traz a letra “S” depois do HTTP no endereço (HTTPS). Verifique também se existe um cadeado ou o certificado colorido em verde na barra de endereços do navegador. Para evitar carregar páginas sem o certificado, é recomendado também desabilitar bloqueadores de anúncios instalados no computador.

Páginas com HTTPS são mais seguras — Foto: Divulgação/Google

Páginas com HTTPS são mais seguras — Foto: Divulgação/Google

3. Formas de pagamento

Mesmo que um site tenha HTTPS, desconfie se ele não oferecer opção de pagamento via cartão de crédito. Para gastar menos com infraestrutura, criminosos podem optar por não tentar roubar seus dados bancários e, em vez disso, aplicar golpes mais simples. O mais comum nesse caso é ver anúncios de produtos caros por preço muito atrativo, com pagamento via boleto falso ou transferência bancária. Por isso, é importante sempre desconfiar de promoções com essas características.

Desconfie de sites que oferecem pagamento apenas via boleto ou transferência — Foto: Reprodução/ Carolina Lais

Desconfie de sites que oferecem pagamento apenas via boleto ou transferência — Foto: Reprodução/ Carolina Lais

4. Use redes sociais com cuidado

As redes sociais podem servir de aliado para verificar a confiabilidade de uma loja. Se você não conhece um determinado site, busque por ele no Facebook ou no Instagram e verifique a quantidade de seguidores, avaliações e comentários de usuários nas postagens. Lojas online com longo tempo de atuação costumam ter redes sociais mais recheadas de conteúdo, gerando mais credibilidade ao comprador.

Por outro lado, é importante ter cuidado ao acessar promoções que são divulgadas nas redes sociais. Em períodos como a Black Friday, explode o número de páginas falsas imitando franquias de loja famosas. Essas fanpages costumam clonar a identidade visual da loja verdadeira, alterando apenas um detalhe no nome — grandes varejistas não mudam o nome no período da Black Friday, então suspeite sempre quando há termos como “Promoções Black Friday” logo no nome da página. Na dúvida, confie apenas em páginas com o visto de verificação.

Desconfie de promoções mirabolantes compartilhadas no Facebook — Foto: Elson de Souza/TechTudo

Desconfie de promoções mirabolantes compartilhadas no Facebook — Foto: Elson de Souza/TechTudo

5. Não clique em links suspeitos

Não clique em links de promoções recebidos por e-mail, mensagem de WhatsApp ou nas redes sociais. Em vez disso, acesse o site da loja manualmente no navegador e busque pela oferta no site que você confia. É importante ter cuidado até mesmo com links enviados por amigos: na dúvida, confirme se a pessoa realmente enviou o conteúdo para você.

Black Friday deverá ser tema de vários golpes no WhatsApp — Foto: Reprodução/Psafe

Black Friday deverá ser tema de vários golpes no WhatsApp — Foto: Reprodução/Psafe

6. Verifique no Reclame Aqui

Outra maneira útil de fugir de ciladas na Black Friday é checar a reputação da loja no Reclame Aqui. Faça uma busca do site no serviço e analise as avaliações dos consumidores, principalmente com relação ao número de casos resolvidos. Lojas grandes costumam ter alto grau de reclamações, mas as melhores tendem a solucionar problemas rapidamente. Uma boa maneira de verificar se a loja é confiável é reparando no selo “Voltaria a fazer negócio”. Quanto maior o nível, mais chances de você ter uma boa experiência com o e-commerce. Fonte Tech Tudo.

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