Bruno Araújo entrega Ministério e dispara: “não dava mais segurar”

O deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) disse nesta segunda-feira que pediu demissão do Ministério das Cidades, porque “chegou no limite” que ele não podia ultrapassar. O tucano, que se antecipou a uma reforma ministerial, diz que entrou no governo com o apoio da bancada do partido, mas ressaltou que não conseguia mais “segurar a tarefa”, porque estava acompanhando a “angústia” dos integrantes da legenda que queriam deixar o governo.(LEIA MAIS: Temer diz que vai começar agora” uma reforma ministerial)

Desde maio, quando foi revelada a delação da JBS, integrantes do PSDB discutem a possibilidade de deixar o governo. Recentemente, os líderes do partido concordaram com o desembarque, mas não definiram uma data. A legenda ainda tem outros três ministros: Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, ao lado do presidente Michel Temer, na cerimônia de entrega do cartão-reforma

Por que o senhor precipitou a saída do governo, antes da reforma anunciada por Temer e do desembarque definido pelo PSDB?

Cada um tem uma sensibilidade na pele. A minha dizia que chegou no limite que eu não podia ultrapassar. Fui para o Ministério das Cidades com o apoio da minha bancada. Venho monitorando a angústia de meus companheiros e vi que não dava mais para segurar a tarefa. Ainda tem muita coisa para fazer, mas entregamos o que deu para fazer. O Minha Casa, Minha Vida está a pleno vapor, o cartão-reforma foi lançado, botamos o ministério para andar.

E agora? O PSDB está num momento delicado. Sua saída ajuda a pacificar a bancada?

Agora é ajudar o partido a ciscar para dentro, buscar a unidade, construir o diálogo para chegarmos inteiros na convenção em dezembro. Se o PSDB quer um projeto vitorioso para 2018, tem que construir isso agora. Vou descansar uns dias e depois me dedicar a fazer o que gosto: juntar as pessoas.

O senhor conversou com o presidente Temer antes da carta? Como foi costurada sua saída isolada dos outros três ministros tucanos?

Eu conversei com o presidente Temer hoje pela manhã antes da solenidade do lançamento do cartão-reforma. Só nós dois, uma conversa elegante. Ele não esperava. Eu agradeci a ele e pedi que recebesse minha carta de demissão. Estou muito sintonizado com o que quer o PSDB. Ouvi as pessoas no partido, e todos já sabiam da minha disposição de ser sensível aos apelos da minha bancada.

Como o senhor sai de um governo onde todos os outros ministros foram demitidos?

Eu saí inteiro. Todos foram afastados, eu pedi minha exoneração. Cumpri um ciclo. Hoje, ser macho é estar dentro da vida pública. Informações do G1.

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