Com votos de Cássio, Lira e Maranhão, Senado salva mandato de Aécio

O plenário do Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e, com isso, pôs fim ao afastamento parlamentar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que havia sido imposto pelos ministros da Corte no último dia 26.

Com os votos de 44 senadores contra a manutenção das medidas cautelares e de 26 favoráveis, os parlamentares impediram o afastamento de Aécio, o seu recolhimento domiciliar noturno e reverteram a obrigação de entregar o passaporte. Não foram registradas abstenções.

O PMDB, maior partido do Senado, com 22 senadores, entre eles, os paraibanos Raimundo Lira e José Maranhão, decidiu fechar questão e encaminhou voto favorável ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Outros partidos como PP, PR, PRB, PTC e PROS se manifestaram pelo voto “não”, ou seja, contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela manutenção do mandato do tucano.

Líder do PMDB no senado, Raimundo Lira destacou que a decisão de rechaçar o entendimento da Primeira Turma do STF, se dá em virtude da autonomia dos poderes. “Em defesa da Constituição de 1988, que eu tive prazer de participar da sua elaboração. Em defesa da autonomia do Senado Federal, respeitando a independência dos poderes da República, eu encaminho voto não”, disse.

O tucano Cássio Cunha Lima (PSDB) também se manifestou e pregou respeito ao Supremo, no entanto, ressaltou a autonomia dos poderes para reformar a decisão da corte. “O Senado da República nesse instante reafirma o seu respeito ao Supremo Tribunal Federal, que pela decisão da Primeira Turma havia se manifestado pela adoção das medidas cautelares, compreendemos o papel do STF, como guardião da nossa Constituição, mas não abdicaremos das nossas atribuições constitucionais como redatores”, discursou.

 

Agência Brasil

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