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ALPB implantará ponto eletrônico no próximo mês de abril

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O secretário adjunto de Administração e Recursos Humanos da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Murillo Padilha, se reuniu, nesta terça-feira (26), com os servidores do setor de Limpeza e Manutenção da Casa para dialogar sobre melhorias na qualidade do serviço da Casa. Na oportunidade, também foi discutida a implantação do ponto eletrônico que será instalado na ALPB já no próximo mês de abril.

Murillo Padilha ainda ouviu as demandas do setor e explicou que a finalidade da reunião foi garantir melhores condições de trabalho e principalmente eficiência, o que, de acordo com ele, se reverterá no fortalecimento do Legislativo.  “Reunimos todos para que a gente venha implementar uma nova gestão, buscando eficiência nos serviços implantados na Casa”, disse o secretário.

Ele destacou a necessidade da implantação do ponto eletrônico na Casa. “Vamos implantar um sistema de ponto eletrônico para que todos possam cumprir com os horários. Nós queremos trabalhar para oferecer cada vez mais qualidade no serviço. Estamos focando na questão da humanização e o encontro foi bastante positivo. Nós ouvimos todas as dificuldades e vamos fazer todo o possível para solucionar os problemas”, garantiu.

Transparência

O presidente da ALPB, Adriano Galdino (PSB), ressalta que a medida é consequência da meta de transparência que sua gestão está implantando na Casa de Epitácio Pessoa. “Vamos iniciar a cobrança da presença dos funcionários, através do ponto. Essa recomendação foi acordada entre a gestão passada, combinada com todos os deputados da época, e o Ministério Público, representado aqui por alguns promotores do patrimônio. Essa sugestão foi acatada e nós já vamos colocar em prática agora, em abril, e de forma mais firme no mês de maio”, afirmou.

Refugiados venezuelanos fazem curso preparatório para ingressarem no mercado de trabalho paraibano

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Um grupo de venezuelanos refugiados na Paraíba participou do primeiro curso preparatório para ingressar no mercado de trabalho, promovido pela Embaixada de Negócios, Fundação Cidade Viva e UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), campus V. Realizada em dois dias no Centro de Turismo e Lazer Sesc Cabo Branco, em João Pessoa, os venezuelanos receberam noções e dicas práticas de empregabilidade.

Segundo o presidente da Embaixada de Negócios da Paraíba e consultor da CEO da PJI Consulting, Paulo Jr., a realização com sucesso do primeiro curso preparatório, que é um trabalho voluntário realizado por um conjunto de entidades, tem como objetivo de apoiar a causa humanitária dos refugiados venezuelanos, que estão na Paraíba, e também do trabalho de acolhimento realizado aos refugiados pela ong Aldeia SOS.

“Em princípio, a Embaixada de Negócios havia disponibilizado no site da entidade os currículos de alguns venezuelanos como forma de facilitarem o processo de contratação. Contudo, os empresariados paraibanos e entidades sentiram a necessidade de ampliar esse esforço e realização uma ação para gerar um acolhimento mais digno aos refugiados com a realização de um curso. Essa ação não é por pena, mas por compaixão cristã. Nosso papel neste processo é orientador, principalmente, para os empresários de nosso relacionamento, de maneira que possam entender o momento e, respeitosa e profissionalmente, absorvam estes profissionais de acordo com as suas respectivas capacidades”, destacou o consultor.

Ação é causa humanitária – Segundo Paulo Jr., eles receberam um treinamento básico para entenderem melhor a cultura e os costumes do nosso país, como se comportarem numa entrevista de trabalho e produzirem um currículo, “enfim, o curso buscou a valorização e a potencialização dos currículos, como forma de acelerar o processo de empregabilidade dos refugiados. Sabemos que o Brasil passa por muitos desafios no campo do emprego, mas essa causa não é apenas social, mas é uma causa humanitária que busca regatar a dignidade dessas pessoas, que tiveram de deixar seu País de forma dramática. Por isso, esse esforço de incluir entidades como Ministério Público do Trabalho (MPT-PB), UEPB, Fundação Cidade Viva, Fecomércio-PB, Aldeia SOS, Casa do Imigrante e, claro, a Embaixada de Negócios”, pontuou.

Entre os profissionais que vieram à Paraíba estão empresários, médicos, enfermeiros, engenheiro, mecânicos, auxiliares, dentre tantas outras profissões. Um dos venezuelanos que participou do curso foi Jhonathan Gallardo, que está na Paraíba com a esposa e duas filhas há mais de um ano. Na Venezuela, ele trabalhava nos campos petrolíferos, mas desenvolveu ainda habilidades de trabalho em mecânica e em pintura automotivo. “Este curso não foi importante apenas para mim, mas para todos os venezuelanos que estão nessa turma. Ele vai servir bastante como forma de preparação para facilitar o acesso ao mercado de trabalho”, revelou.

Expectativa pós-curso preparatório – Essa é a mesma opinião compartilhada pela venezuelana Crisaida Baily, que há oito meses está em João Pessoa, morando em Mangabeira, e que aposta na qualificação para colocar em prática no mercado de trabalho seus conhecimentos e experiências. “É muito importante esse treinamento, pois nele aprendemos sobre o mercado de trabalho do país e recebemos orientações de como se comportar no ato de contratação”, diz Baily, que traz em sua bagagem de experiência na Venezuela, trabalhos em empresas de panificação, no comércio, em costura e também em serviços gerais.

A professora da UEPB, Ana Lúcia Carvalho, coordenadora do projeto de extensão do Curso Preparatório para o Primeiro Emprego, do Campus V da universidade, em João Pessoa, detalhou que os refugiados, durante o curso de 12 horas, tiveram noções sobre ética e conduta de ética nas organizações; como desenvolver uma administração financeira pessoal; como se comportar em uma entrevista de emprego; realizar um bom atendimento, além de como elaborar um currículo, explorando as potencialidades.

Proporcionar condições mínimas de igualdade – “Na verdade, cada um saiu com o seu currículo feito, explorando o melhor de suas experiências, pois as ministrações do curso foram em forma de oficinas e bem dinâmicas e a ajustadas. A ideia do curso foi proporcionar as condições mínimas para que os venezuelanos concorram em igualdade no mercado de trabalho do País. Vamos realizar ainda um perfil de cada um deles para aproveitarem as suas experiências. Enfim, quem se dedicar mais e tiver o melhor preparo poderá ser contratado mais rapidamente”, avaliou a professora, que conduziu o curso uma equipe formada de multiprofissionais com alunos e profissionais nas áreas de direito, comunicação; administração e arquivologia.

Mulher desmaia na porta de PSF em Campina à espera de atendimento

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Uma mulher desmaiou na porta do Posto Saúde da Família (PSF) no bairro da Liberdade em Campina Grande na manhã desta terça-feira (26). Segundo mostra um vídeo de uma moradora que também aguardava na fila, a mulher passou mal enquanto esperava abertura do posto. Segundo moradores presentes já se passava das 09h e o posto continuava fechado.

Quem estava no local pediu socorro e chamou o SAMU, que só chegou conforme mostra uma moradora que filmou toda a situação em vídeo gravado, após 40 minutos a mulher ter desmaiado.  “Tai ohh depois de 40 minutos o Samu chegou no posto da Liberdade para atender a mulher. O povo está aqui desde às 04h da madrugada está aqui para pegar uma ficha e mesmo assim vieram afirmar agora que nem médico tem. Isso é um descaso”, disse a moradora no vídeo.

Procurado a Secretaria de Saúde de Campina disse que ia apurar o caso. A pasta não detalhou o estado da mulher e se ela precisou ser levada a um hospital. A situação da saúde pública de Campina Grande vem sendo destaque na mídia nacional e estadual, não pelos bons atendimentos prestados, mas pela falta de logística, atraso de salários e falta de manutenção preventiva. Em fevereiro desse ano o Ministério Público da Paraíba da Paraíba (MPPB) entrou com uma investigação sobre um possível caso de negligência médica, no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande. De acordo com a denúncia, uma adolescente de 17 anos, grávida de gêmeos, com contrações e perdendo líquido, procurou a unidade para atendimento por duas vezes, mas o médico teria mandado ela voltar pra casa, alegando que os bebês iriam demorar para nascer.

Veja o vídeo do desmaio da paciente hoje no PSF da Liberdade:

Assembleia aprova Medida Provisória que cria a Empresa Paraibana de Comunicação

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A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) apreciou, nesta terça-feira (26), a Medida Provisória de autoria do Poder Executivo que trata da criação da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC). O texto foi aprovado por maioria na Casa.

A Medida Provisória 276/2019, aprovada nesta manhã, autoriza o Poder Executivo a alterar a denominação de Rádio Tabajara da Paraíba para Empresa Paraibana de Comunicação S.A. (EPC), absorvendo também o jornal A União. Com a alteração, o Governo do Estado visa tornar mais eficazes o uso dos recursos públicos e a otimização do serviço e do produto oferecidos.

O deputado Ricardo Barbosa declarou que a EPC, além de trazer eficiência ao serviço prestado, irá proporcionar também a redução de custos, já que sua implantação irá fundir a Rádio Tabajara e o jornal A União. “Com a fusão das empresas de comunicação em uma única empresa, o governo diminui gastos com direções, cargos, estruturas e otimiza a prestação desses serviços”, afirmou Barbosa.

O deputado acrescentou que alguns estados chegaram a extinguir estatais de comunicação, no entanto, o Governo da Paraíba, ciente da importância da Rádio Tabajara e do jornal A união, manteve preservada a sua história. “O governador João Azevêdo, em boa hora, resolveu fundir estas empresas, preservando a prestação de serviços desses órgãos históricos e mantendo viva essa história, que foi tão bem narrada e contada ao longo do tempo”, argumentou o deputado.

O BELO É A BOLA DA VEZ!! Novo artigo de Marcos Thomaz; confira

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Cheguei em João Pessoa há exatos 20 anos.Como apaixonado por futebol, nesse processo de ambientação cultural e exploração geográfica da minha, então nova morada, um dos fatores que me chamava bastante atenção nos primeiros anos aqui era a escassez de referências aos times locais. Espantava-me o fato de quase não encontrar camisas, adesivos, ou exposição dos símbolos dos times de futebol da capital, em especial o Botafogo da Paraíba, maior campeão estadual e anunciado como detentor da maior torcida na cidade…

À época a fama de João Pessoa como uma das capitais nordestinas com menos identificação entre “povo” e clubes locais fazia sentido e se desenhava nas ruas, “a olho nu”. Em passeios tradicionais pela orla, visitas a centros populares como o mercado Público de Mangabeira, ou da Torre, resolução de compromissos na Lagoa, trânsito dentro de ônibus pela Integração, ou qualquer outro ponto da cidade, se contava nos dedos qualquer referência as agremiações da cidade.

Diante desse quadro, confesso que,muito a contragosto, era inevitável se render efazer coro aos maledicentes que detratavam e reduziam a pó a representatividade do futebol local. Eram tempos de surgimento da campanha “Nordestino de coração torce para o time da sua região” e, em paralelo, cresciam também extremismos que desembocavam em tratamentos agressivos como o termo “Paraibaca”, difundido em especial por pernambucanos, que somam um contingente grande em João Pessoa, dada a proximidade geográfica…

Pois bem, passada essa sensação inicial comecei a analisar os fatos sob outra ótica, apesar de ainda achar desproporcional a acachapante predominância de torcedores de times cariocas e paulistas por aqui (mas isso é tema para uma dissertação ou boas doses em acalorada discussão de mesa de bar)…

Durante boa parte do começo deste século os torcedores do Botafogo-PBviveram a míngua, relegados ao ocaso. Para ilustrar essa situação aparentemente falimentar basta lembrar que durante 6 longos e implacáveis anos, por exemplo,o time da Maravilha do Contorno sequer teve atividade profissional no segundo semestre, pois as campanhas pífias no estadual não eram suficientes para garantir vaga em alguma competição nacional. Restavam assim Copa Paraíba e afins… A isso se somava um jejum de títulos estaduais, que se estendeu por 10 anos, uma década inteira de seca.  Nesta perspectiva, fica difícil sustentar paixão de qualquer torcedor!

Mas vejam só, quis a ironia do destino e os deuses da bola que a redenção viesse em grande estilo!!Já em 2013, além da reconquista do campeonato estadual, nesse primeiro ano do Belo em retorno a alguma competição organizada pela CBF no segundo semestre, veio o inédito título nacional do clube e da Paraíba em toda a sua história: Botafogo, campeão da Série D, a novata quarta divisão do futebol brasileiro.E tudo isso acontecendo de maneira simultânea a um resgate do torcedor e captura de novos adeptos a sua torcida. Lembro-me bem, que tal qual me espantei com o deserto de torcedores de outrora, contagiava-me, á época, o orgulho estampado na pele, nos carros etc pelas cores e símbolos do Botafogo. Aquela velha máxima: o time inflamando a torcida e a torcida empurrando o time.

O fato é que, com esse feito, o Botafogo da Paraíba começou apavimentar um novo caminho para seu futuro no futebol local, regional e nacional. Em um olhar objetivo, é fácil situar o time pessoense, no mínimo, entre os 3 clubes nordestinos com maior salto, ascensão e regularidade na década! A priori, essa afirmação pode ser recebida com incredulidade ou mesmo desdém… Mas o fato é: qual time da região cresceu tanto no período, mudou de patamar dessa forma, ou temapresentado estabilidade tão longeva quanto o alvinegro da estrela vermelha da capital paraibana?? Podemos citar o CSA, que de maneira inédita no país conseguiu 3 acessos de divisão seguidos e hoje figura na série A, ou mesmo o Fortaleza, que após longos e dolorosos anos na série C, também retornou a primeira divisão de maneira brilhante, com títuloda segunda divisão!! Mas quem mais ascendeu de maneira tão vertiginosa no futebol nordestino??

Desde o título nacional, o Botafogo da Paraíba retomou a hegemonia estadual (4 títulos em 6 edições), esteve em duas ocasiões muito perto de conseguir acesso a Série B e, atualmente, após repetidos anos eliminado na primeira fase, já está antecipadamente classificado no Nordestão e Paraibano (com a maior pontuação dentre todos os participantes em ambas competições) eainda permanece vivo na terceira fase da Copa do Brasil!!

Que a sintonia entre a arquibancada e o campo perdure e o Xerife se imponha de fato, além das divisas paraibanas, pois como brada a sua torcida: “Respeite a Autoridade”!

 

 

 

 

 

 

Projeto: concessionárias de luz, água e gás não poderão mais cobrar por leitura de estimativa

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O deputado estadual Wallber Virgolino (Patriota), protocolizou o Projeto de Lei 212/2019 que proíbe as concessionárias de luz, água e gás de fazer a cobrança por estimativa, pelo consumo de determinado insumo. O PL ainda vai ser aprovado pelas Comissões e logo após será encaminhado ao Plenário da Assembleia Legislativa para aprovação.

            “Geralmente as concessionárias cobram por estimativa quando têm dificuldades de acesso à residência do consumidor, quando há um defeito no medidor ou em caso de indisponibilidade fiscal para fazer a leitura. Por isso a cobrança por estimativa, além de não corresponder ao valor efetivamente consumido, pode ocasionar o enriquecimento ilícito da fornecedora”, explicou Wallber Virgolino.

            O parlamentar ainda ressaltou que a leitura do consumo real é uma obrigação da concessionária e que, na impossibilidade de se fazer, a cobrança do serviço deve ser feita pela tarifa mínima, sendo esse o entendimento mais recente do Sistema Tribunal de Justiça.

Doutora em Bioética aponta resultados promissores em novos modelos de remuneração de profissionais e hospitais

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou, no último dia 20, um guia para implementação de modelos de remuneração baseados na agregação de valor ao paciente. Atualmente, o modelo mais usual no Brasil é o “fee for service”, que se baseia no pagamento por procedimento executado. A nova proposta, que está contemplada no guia da ANS e vem se tornando tendência no país, é o “value-based payment”, ou pagamento baseado em valor, que propõe a remuneração com base na qualidade do atendimento prestado ao paciente. A doutora em Bioética, Luciana Rodriguez, defende essa modalidade de pagamento por performance, que é fundamentada na relação entre os desfechos importantes para o tratamento e o custo despendido para alcançá-los.

Luciana Rodriguez, que atualmente está no MBA na área de Gestão em Administração da Saúde, junto à Fundação Getúlio Vargas (FGV), refere que o modelo de pagamento por performance se baseia na previsibilidade dos desfechos clínicos, comuns em procedimentos cotidianos.

“Para procedimentos como esses, seriam estabelecidas remunerações padrão. Isso facilitaria a estipulação de valores de acordo com a complexidade de cada caso. No lugar do modelo antigo, em que era contabilizada cada agulha e cada gaze utilizada nos procedimentos isoladamente, seria definido um custo para todo o tratamento com desfecho clínico positivo ou bem-sucedido para o paciente. Isso seria determinante para manter o custo da assistência mais estável”, explica.

Outra vantagem apontada por Luciana Rodriguez para a aplicação do modelo é que ele permite o foco maior no paciente em sua integralidade e não nos procedimentos. “Hoje em dia, os modelos de remuneração vigentes se baseiam no quantitativo, sem levar em conta a qualidade do atendimento e a experiência do paciente durante o tratamento. Quando o resultado de um tratamento é levado em conta e, mais do que isso, quando conseguimos mensurar os casos em que os pacientes tiveram êxito, estamos agregando valor”, frisou Luciana Rodriguez.

A pesquisadora ponderou, ainda, que os maiores obstáculos para a implementação do modelo de remuneração por valor são a previsibilidade do desfecho clínico em procedimentos de alta complexidade e a necessidade de implementação de sistemas com alto grau de informatização para que seja possível a comunicação com o paciente e reunir todas as informações necessárias. Mesmo assim, para ela, é um desafio que precisa ser enfrentado para a sustentabilidade do setor, embora reconheça que as discussões entre os Hospitais ainda caminham a passos lentos.

Policiais acusados do crime de lesão corporal seguida de morte são condenados à perda da função pública

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Estado deve fornecer medicamento não registrado na Anvisa em casos excepcionais
A Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba deu provimento ao apelo do Ministério Público estadual para determinar a perda da função pública de três policiais militares, acusados de espancarem um cidadão suspeito de uma infração penal, o qual acabou morrendo em decorrência das agressões sofridas. O relator da Apelação Cível nº 0001073-76.2013.815.0351 foi o juiz convocado Tércio Chaves de Moura.
A conduta dos policiais foi apurada em processo judicial criminal, que culminou com a condenação dos três a uma pena de quatro anos de reclusão, pelo crime de lesão corporal seguida de morte, previsto no artigo 129, § 3º, do Código Penal. Por serem servidores públicos, o MP ingressou com uma Ação de Improbidade Administrativa pleiteando a perda da função pública que estavam exercendo à época da sentença ou cassação da aposentadoria ou da reserva ou inatividade remunerada, além da suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa civil.
Na primeira instância, o pedido do Ministério Público foi julgado procedente em parte. O juiz  sentenciante aplicou aos réus as seguintes penalidades: suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três anos e multa civil no valor correspondente a 10 vezes a remuneração percebida pelo agente. O MP recorreu, pedindo a condenação dos policiais quanto à perda da função pública. Houve apelo, também, dos policiais para diminuir ou excluir a multa imposta na sentença.
O relator, juiz Tércio Chaves, acolheu, tão somente, o apelo do MP, por considerar que o ilícito administrativo cometido pelos recorrentes é incompatível com a função pública por eles exercida, qual seja, a de proteger os cidadãos da ação de criminosos. “Saliente-se que o policial que pratica crime trai a corporação policial e lança desconfiança sobre a própria instituição, desacreditando, por via reflexa, o prestígio da corporação perante a sociedade”, destacou, ao condenar os policiais à perda da função pública.
O relator manteve, ainda, as demais sanções impostas pelo magistrado sentenciante, quais sejam, suspensão dos direitos políticos por 3 anos e multa civil, no montante correspondente a 10 vezes o valor da remuneração percebida pelos apelantes.
Da decisão da Terceira Câmara cabe recurso.

TCE encontra irregularidades em contratos da Cruz Vermelha com fornecedores e emite alerta

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O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), por meio do conselheiro do André Carlo Torres Pontes, emitiu, nesta terça-feira (26), alerta à secretária de saúde do Estado, Claudia Luciana de Sousa Mascena Veras, e ao interventor do Hospital de Trauma de João Pessoa, Lucas Severiano de Lima Medeiros, no sentido que adotem medidas de prevenção e correção em relação a diversas irregularidades em contratos da Cruz Vermelha com fornecedores, apontadas em Relatório de Acompanhamento da Gestão elaborado pela Auditoria do Tribunal.

O relator das contas do Estado no atual exercício, André Carlo, alerta para a necessidade de avaliação ou, conforme o caso, a rescisão dos contratos celebrados entre a Organização Social Cruz Vermelha e as seguintes empresas: Chilleer Serviços LTDA, Engemed Engenharia e Consultoria, Eiquip Soluções em Equipamentos Médicos LTDA, Dimpi Gestão em Saúde LTDA, e Gastronomia Nordeste Com. E Serv. De Alimentos.

O princípio da economicidade, expressamente previsto na Constituição Federal, determina que o gestor busque a promoção dos resultados esperados com o menor custo possível. E, de acordo com o Relatório de Acompanhamento da Gestão atual, e relatórios anteriores, nenhum dos contratos citados alcança este objetivo. Atesta-se, por exemplo, que os serviços de manutenção preventiva e corretiva do sistema de climatização, realizados pela Chilleer Serviços LTDA, teriam seus custos reduzidos drasticamente se executados por funcionários contratados diretamente pela Cruz Vermelha.

Além disso, constata-se que a empresa foi iniciada apenas um mês antes do primeiro pagamento realizado em seu favor pela Cruz Vermelha, o que denota, minimamente, que ela sequer teria experiência comprovada. De 2011 até o final de 2018 foi pago à Chilleer Serviços o montante de R$ 2.738.314,87.

O Alerta, de número 00221/19, foi publicado na edição de 26/03/19 do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do TCE-PB, e decorre do processo de Acompanhamento da Gestão no 00827/19. Tanto a edição do DOE citada quanto os autos do processo encontram-se disponíveis para consulta no Portal do Tribunal, em tce.pb.gov.br, ou por meio do aplicativo Nosso TCE PB (disponível para Android ou IOS).

DIÁRIO OFICIAL ELETRÔNICO http://tce.pb.gov.br/diario-oficial-eletronico

Jovem é detido após filmar alunas no banheiro dentro da universidade

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Um aluno da Universidade de Brasília (UnB) foi detido, na última quinta-feira (21), após ser flagrado filmando universitárias enquanto elas usavam o banheiro feminino de um dos prédios da instituição – o pavilhão João Calmon.

Uma das jovens percebeu que o homem, de 20 anos, a estava gravando por meio de uma brecha na divisão dos boxes do sanitário. Ela denunciou o caso aos funcionários da limpeza que estavam próximos ao prédio e aos seguranças do campus Darcy Ribeiro. Os servidores conseguiram imobilizar o suspeito e chamaram a polícia.

A vítima e o estudante foram encaminhados para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). No celular do suspeito, os agentes encontraram vídeos de outras mulheres.

Segundo a ocorrência, o aparelho foi apreendido e será periciado. O aluno assinou um termo de declaração e responderá o processo em liberdade.

Em nota, a reitoria da UnB informou nesta segunda-feira (25) que “está reunindo informações sobre a ocorrência e avalia quais são as medidas cabíveis, tanto do ponto de vista educativo quanto disciplinar”.

Prédio da reitoria da Universidade de Brasília (UnB) — Foto: Raquel Morais/G1

Prédio da reitoria da Universidade de Brasília (UnB) — Foto: Raquel Morais/G1

A instituição confirmou que o rapaz responsável pelas filmagens estuda na universidade. De acordo com a UnB, o atendimento do caso “seguiu protocolos de acolhimento a mulheres vítimas de violência”.

No comunicado, a UnB disse ainda que repudia qualquer “tipo de violência contra a mulher, um desafio que extrapola os limites dos campi da instituição e perpassa toda sociedade”.

A universidade citou ainda que estratégias estão sendo adotadas para melhorar a segurança dos estudantes, como a instalação de 350 câmeras de videomonitoramento.

Alerta do DCE

Depois de tomar conhecimento da situação, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB divulgou, na sexta-feira (22), um alerta em sua página no Facebook (veja abaixo).

 DCE publicou no Facebook alerta sobre prisão do aluno que filmou universitárias usando banheiro — Foto: Facebook/Reprodução

DCE publicou no Facebook alerta sobre prisão do aluno que filmou universitárias usando banheiro — Foto: Facebook/Reprodução

No aviso, o DCE escreveu sobre a prisão em flagrante do aluno e pediu para que mulheres que sofram assédio na universidade entrem em contato com o diretório.

“Pedimos que todas e todos os estudantes tomem cuidado com banheiros e ambientes menos frequentados da Universidade.”

Relatos nas redes sociais

Na publicação feita pelo DCE, a vítima relatou a agressão sofrida. A postagem da jovem incentivou outras mulheres – que também foram filmadas pelo aluno – a contarem seus casos.

Até a noite desta segunda, o comunicado do DCE no Facebook acumulava quase 220 comentários e 256 compartilhamentos. G1