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Cícero Lucena premia vencedores do 1º Festival Musical Estudantil da Sedec

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Muitos talentos na música na rede municipal de ensino de João Pessoa. E os alunos deram, literalmente, um show no 1º Festival Musical Estudantil realizado pela Secretaria de Educação e Cultura (Sedec). O evento reuniu alunos de 101 escolas, com a final disputada na noite desta quinta-feira (31) na Praça da Paz, nos Bancários. O prefeito Cícero Lucena fez a premiação dos vencedores e disse que o evento mostra o olhar da gestão para a arte e a cultura nas unidades de ensino.

“A educação do município de João Pessoa está cumprindo o seu papel, não só na grade curricular, mas, também, trabalhando a arte, a cultura, descobrindo talentos e ajudando esses talentos para que eles possam ser desenvolvidos. Que esse evento sirva de instrumento de contribuição cultural e de melhoria de vida para os alunos”, afirmou o prefeito.

Nas fases classificatórias, os alunos tiveram aulas de técnica vocal, performance, escolha de repertório e ensaio com a banda da Sedec, que também esteve na etapa final do Festival.

Rômulo Albuquerque, coordenador da seção de Bandas Escolares da Sedec, disse que o projeto foi realizado durante todo o mês de agosto e percorreu outras duas praças da Capital – nos bairros doValentina e Funcionários II. “O repertório que eles apresentaram, desde o vídeo enviado para a organização, foi escolha dos próprios alunos. A gente observou a questão da afinação, postura e trabalhamos em cima disso. Na final foram sete participantes, mas na verdade todos são vencedores. Nós estamos premiando os primeiros colocados no infantil e Fundamental II”, explicou.

Vencedores – Na categoria infantil, que corresponde ao Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano), o vencedor foi Antoni Morroni, da Escola Municipal Quilombola de Paratibe. “Eu estou muito feliz e quero agradecer a banda e ao professor Natalício. É muito bom estar aqui, é uma felicidade pra mim e para minha família”, disse o aluno, que também tem talento para o balé – ele foi um dos 20 alunos da rede classificado para a seleção da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil em 2023.

Na categoria juvenil, referente ao Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano), Gabrielle Cavalcante, da Escola Municipal Índio Piragibe, foi a vencedora. “Foi uma experiência bem impressionante pra mim. Eu vinha orando muito pra Deus e fiquei muito feliz pelo primeiro lugar. Eu até chorei, porque teve uma hora que eu pulei uma parte da música, mas o baterista me ajudou e deu tudo certo”, afirmou a estudante.

Foto: Sérgio Lucena

Secom-JP

Hospital Edson Ramalho realiza procedimento inédito para desobstrução das vias biliares

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O Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER), unidade da rede estadual gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), em João Pessoa, realizou um procedimento inédito no hospital: a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) para desobstrução das vias biliares. A iniciativa integra as ações do Governo da Paraíba voltadas para o aperfeiçoamento da assistência de saúde à população, com oferta de serviços que agilizem o atendimento.

O procedimento – realizado por apenas três hospitais da Paraíba, incluindo agora, o Edson Ramalho – atendeu à paciente Ruth Cavalcanti, que deu entrada no Hospital do Servidor com sintomas que indicavam pedras na vesícula. “Cheguei ao hospital sentindo muitas dores e, depois de alguns exames, os médicos me disseram que eu precisaria fazer o CPRE. Graças a Deus, não foi preciso sair daqui do Edson Ramalho e deu tudo certo. Estou bem, recuperada, em nome de Jesus!”, comemorou Ruth.

A CPRE foi realizada pelo médico endoscopista Gerônimo Franco, “Já realizamos cerca de 15 procedimentos, sendo a dona Ruth a primeira felizarda. É com muita alegria e satisfação que participo desse momento histórico para o Hospital Edson Ramalho, onde o Governo da Paraíba oferece mais esse serviço para toda a população”, explicou o médico.

De acordo com o diretor hospitalar do HSGER, Cícero Ludgero, o procedimento reafirma o compromisso da PB Saúde de garantir à população iniciativas cada vez mais inovadoras e seguras, sempre com o objetivo de proporcionar um atendimento de excelência. “Estamos dando um importante passo na resolução de um vazio assistencial que existia na unidade. Antes, os pacientes com indicação de CPRE precisavam ser deslocados para outros hospitais e, até, para outras cidades. Agora, diminuímos o tempo de internação do paciente que, antes, esperava 30 dias ou mais para realizar o procedimento, agora já faz na nossa unidade”, comemorou.

A CPRE é um procedimento de alta complexidade que utiliza, simultaneamente, a endoscopia digestiva e a imagem fluoroscópica para diagnosticar e tratar doenças das vias biliares e pancreáticas. Indicado para o tratamento de doenças biliares – a exemplo de complicações do cálculo na vesícula, com tumores, infecção grave na parte da via biliar ou na região do fígado – o procedimento é inovador e minimamente invasivo.

Nota Cidadã divulga os 31 ganhadores do sorteio do mês de agosto; confira

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Com recorde de notas emitidas com CPF e número de participantes, o Programa Nota Cidadã realizou, nesta quinta-feira (31), o sorteio do mês de agosto. O 44º certame contemplou mais 31 ganhadores de seis cidades do Estado: João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita, Pedras de Fogo e Guarabira. Os ganhadores vão receber um total de R$ 100 mil em prêmios em dinheiro, sendo 30 deles uma premiação de R$ 2,5 mil, enquanto o 31º ganhador, que foi uma pessoa do município de João Pessoa, receberá o prêmio especial de R$ 25 mil.

Com números recordes de notas emitidas com CPF e também de participantes, concorreram aos prêmios em agosto 116.203 paraibanos inscritos no Nota Cidadã, que emitiram um total de 501.255 notas fiscais com CPF. Eles exigiram a nota fiscal com CPF no ato da compra, no período de 1º a 31 de julho, nos estabelecimentos comerciais do Estado da Paraíba.

O sorteio do Nota Cidadã foi transmitido ao vivo pela rádio Tabajara AM 1.110, pelo canal do YouTube da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PB) e também pelo perfil do Instagram da Lotep (@lotep.pb).

NOVO SISTEMA DO NOTA CIDADÃ – O sistema do Programa Nota Cidadã está passando por aperfeiçoamento para melhor servir e também se comunicar com os inscritos no programa. O novo sistema vai incluir, por exemplo, um novo visual do site. Por isso, quem já está cadastrado no programa vai precisar cadastrar uma nova senha para ter acesso ao histórico de suas notas emitidas com CPF.

COMO FAZER O RECADASTAMENTO – Para fazer um recadastramento, o inscrito vai acessar o site www.notacidada.pb.gov.br e clicar em cadastro. Depois clica em “esqueci minha senha” e inserir seu CPF e o e-mail. Caso não se lembre do e-mail cadastrado, clique na lupa ao lado do campo CPF para visualizá-lo. Após solicitar a redefinição de senha, você receberá um e-mail com as instruções. Clique no link (ou copie e cole no navegador) e escolha uma nova senha.

COMO RECEBER OS PRÊMIOS – A Lotep-PB entrará em contato com os 31 ganhadores do mês de agosto. Os ganhadores devem preparar para enviar um documento oficial com foto e CPF (RG ou habilitação, por exemplo); um comprovante de residência (água, luz, celular); e dados da conta bancária (nome do banco, agência, conta e dígito (número da operação, se for poupança). Todos os documentos precisam estar legíveis, atenção para não enviar fotos borradas ou cortar alguma informação importante, para a Lotep poder realizar o pagamento o mais rápido possível.

Os ganhadores poderão ainda entrar em contato pelo telefone no horário de expediente (83) 3241-4376; e também no direct do Instagram @lotep.pb ou então no aplicativo do WhatsApp (83) 99826-0020.

É importante esse alerta: o pagamento é realizado exclusivamente pela Lotep. O ganhador não precisa pagar qualquer taxa para receber o seu prêmio, nem depósito, nem pix. Basta enviar a sua documentação para o e-mail [email protected] e aguardar.

COMO CONCORRER AOS SORTEIOS – Para concorrer aos 31 prêmios mensais que totalizam R$ 100 mil em dinheiro, basta fazer, antes de tudo, um cadastro único no portal digital do governo no link https://notacidada.pb.gov.br/  O cadastro solicita apenas o nome completo; número do CPF; data de nascimento; e-mail e a criação de uma senha. Após o cadastro, o cidadão deve exigir a inclusão do CPF na nota fiscal em todas as compras do comércio local.

Participaram do 43º Sorteio do Nota Cidadã no auditório da Lotep-PB o coordenador administrativo e financeiro da Lotep, Fernando Wanderley, o assessor técnico da Superintendência da Lotep, Rafael Sá, a representante da Escola de Administração Tributária (Esat), Vanedja Cândido Barbosa, a mídia social da Lotep, Milena Melo de Almeida,  e a locutora do Nota Cidadã, Amanda Falcão, além das equipes da Lotep e da mídia com a transmissão oficial.

LISTA DOS 31 GANHADORES DO MÊS DE AGOSTO DE 2023 DO NOTA CIDADÃ

NOME DO GANHADOR CIDADE VALOR

 

1. EDSON JORDANNY RODRIGUES JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
2. FÁBIO DA SILVA LEITE CABEDELO R$ 2.500,00
3. CARLOS ANDRE TEIXEIRA JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
4. CAMYLLA VIEIRA DE ARAÚJO JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
5.JULIANA DA COSTA SANTOS PESSOA JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
6.RAQUEL MONTEIRO DA SILVA PEDRAS DE FOGO R$ 2.500,00
7. ALFREDO PEDRA CORDEIRO FILHO CABEDELO R$ 2.500,00
8. AURILANE REGIS ROMÃO JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
9. REBEKA LIRA SOUZA BRITO CAMPINA GRANDE R$ 2.500,00
10.  FERNANDO ARAUJO FRAGA JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
11. RENATA ASSIS DE MENEZES SENA JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
12. BRUNA CARLA DA SILVA SANTOS JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
13. GISELANE DA SILVA FERNANDES JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
14. ALAIDE PEREIRA LIMA DA SILVA JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
15. EDVANIA LEITE DE MELO JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
16. CAMILLA CRISTINA ANDRADE RIBEIRO JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
17. JOÃO PAULO VICENTE BATISTA CABEDELO R$ 2.500,00
18. MARCONDES ALVES DOS SANTOS CAMPINA GRANDE R$ 2.500,00
19. PATRICIA DA SILVA ANDRADE JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
20. IVANA LEITE RIBEIRO JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
21. ROSINEIDE PEREIRA BARBOSA JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
22. CLAUDIA VIRGINIA PEDROSA LIMEIRA JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
23. KAIKE RODRIGUES MAXIMIANO JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
24. MARIA ERLA MAIA PERUGORRIA COUTO GUARABIRA R$ 2.500,00
25 MARIA IVONE PINHEIRO DAVI JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
26. SHEILA FERREIRA DE SOUZA JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
27. JOSÉ TEIXEIRA JÚNIOR SANTA RITA R$ 2.500,00
28.  ADRIANO NUNES BEZERRA JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
29. JAILAIANY DE SANTANA CARDOSO JOÃO PESSOA R$ 2.500,00
30. CLAUDIA PAIVA PIRES LUSTOSA CABEDELO R$ 2.500,00
31. SANDRA LUCIA PEREIRA DE SIQUEIRA JOÃO PESSOA R$ 25.000,00

Vacinação brasileira é modelo para o mundo, mas enfrenta desafios

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Prevenir contra o sarampo uma criança da Terra Indígena Bacurizinho, no Maranhão. Vacinar contra a pneumonia um idoso acamado em casa, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Proteger da raiva um adolescente ferido por um morcego silvestre na zona da mata mineira. Imunizar um bebê contra o tétano ainda na barriga da mãe.

Aplicar centenas de milhões de doses de vacinas por ano em mais de 5 mil municípios. Fazer tudo isso de forma gratuita e segura foi o que tornou o Programa Nacional de Imunizações [PNI] do Brasil o maior do mundo e uma referência até mesmo para países desenvolvidos.

Há 50 anos, o PNI cumpre a ambiciosa missão de vacinar uma enorme população dispersa num território continental chamado Brasil, profundamente marcado pela diversidade de culturas e cenários, e também pela desigualdade de condições de vida. Ao longo do mês de setembro, a Agência Brasil vai relembrar as conquistas dessas cinco décadas, discutir os desafios do futuro e destacar a importância das vacinas para a saúde coletiva do povo brasileiro e da humanidade.

Apesar de ser considerado o maior programa de vacinação público e gratuito do mundo, com 20 vacinas que eliminaram doenças importantes como a poliomielite, o tétano neonatal e a rubéola congênita, o programa completa meio século de vida lutando para reverter retrocessos que levaram as coberturas vacinais de volta aos níveis dos anos de 1980. Pesquisadores veem com otimismo o novo momento vivido pelo programa, mas apontam que há um longo caminho a ser percorrido.

Referência global
“Nós, os brasileiros do PNI [Programa Nacional de Imunizações], fomos solicitados a dar cursos no Suriname, recebemos técnicos de Angola para serem capacitados aqui. Estabelecemos cooperação técnica com Estados Unidos, México, Guiana Francesa, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Peru, Israel, Angola, Filipinas. Fizemos doações para Uruguai, Paraguai, República Dominicana, Bolívia e Argentina”.

O trecho, retirado do livro comemorativo dos 30 anos do PNI, organizado pelo Ministério da Saúde, deixa claro o destaque internacional do Brasil no setor de imunizações. O ano era 2003, e a imunização no país exibia elevados percentuais ano após ano, o que levou à eliminação do tétano neonatal, da rubéola congênita e do sarampo do país nos anos seguintes. Desde 2015, porém, uma queda considerável na busca pela vacinação fez com que o país revivesse o medo de doenças que ele já tinha vencido: o sarampo retornou em 2018, e a volta da pólio é considerada uma ameaça de alto risco.

“É um programa de referência não só para a América Latina, mas para países da África também. E o Unicef, junto com a OMS [Organização Mundial da Saúde], tem também essa função de levar boas práticas do Brasil para outros países de contextos semelhantes. O PNI não é só importante para o Brasil, é importante para todo o mundo”.

Luciana Phebo destaca que o Brasil dispõe de ferramentas importantes que criaram as condições para um programa tão bem sucedido, como um sistema público e universal de saúde, instituições com tecnologia para produzir vacinas, e uma rede de atenção básica que ainda pode melhorar, mas que conta com um alcance relevante para chegar a quem precisa das vacinas.

“O SUS [Sistema Único de Saúde] é extraordinário, está acima do que acontece no mundo e até mesmo em países desenvolvidos, com a capilaridade, com uma gestão unificada, com o Ministério da Saúde chegando aos municípios mais remotos e a todo o território nacional, que é vastíssimo. Poucos países têm essa estrutura.”

As quedas nas coberturas vacinais observadas desde 2015, porém, acenderam um sinal de alerta para autoridades sanitárias do Brasil e do exterior, e a possibilidade de que doenças eliminadas do país retornem causa preocupação.

“Com a pandemia, essa redução se agravou e, no período pós-pandêmico, acontece uma pequena melhora, a curva começa a tomar uma outra direção, mas essa resposta tem que ser acelerada. E ainda não teve a aceleração necessária para garantir que não haja reintrodução de doenças como a poliomielite ou surtos de sarampo que poderão voltar a acontecer”.

Em entrevista à Agência Brasil, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destaca que o governo tem atuado para reestabelecer o protagonismo do programa e a confiança da sociedade no Ministério da Saúde enquanto autoridade sanitária nacional. Apesar de considerar que o desafio está sendo vencido, ela lembra que a reconstrução será progressiva e levará tempo.

“Quando começamos a avançar com maior expressão, a partir de fins da década de 1980, o mundo ficou impressionado com nossa capacidade de engajar a população, de estabelecer essa relação de confiança com a vacinação. A experiência bem-sucedida e a proteção contra diversas doenças, perceptíveis nos dados de redução e eliminação dessas doenças, reforçaram essa confiança que precisamos hoje recuperar”, reforçou.

“Reconquistar as altas coberturas vacinais, portanto, em um segundo momento, pode voltar a nos colocar em uma posição de referência que nos faça contribuir mais no enfrentamento ao negacionismo e à hesitação vacinal. Nosso objetivo é voltar a ser exemplo para o mundo. Retomar essa posição de referência internacional e mobilizá-la na nossa cooperação com outros países, incluindo a vacinação, é nossa prioridade.”

SUS

Consultora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e ex-coordenadora do PNI, Carla Domingues destaca que o programa se fortaleceu porque foi considerado uma política de Estado, tendo se estruturado desde a ditadura militar e passado por diferentes governos democráticos. A robustez conquistada, porém, veio principalmente na década de 1990, a partir da criação do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O PNI foi um exemplo de sucesso porque todos os princípios do SUS foram efetivamente consolidados. Começando pela universalidade, que define que todas as vacinas cheguem a toda a população brasileira, seja ela dos grandes centros, cidades médias, população ribeirinha ou indígena”, afirma Carla Domingues, que esteve à frente do programa brasileiro por 13 anos.

“A história de sucesso vai até 2016. Hoje, infelizmente, nossos indicadores estão sendo comparados a países como Haiti e Venezuela. Infelizmente, deixamos de ser modelo. O grande desafio é voltar a estabelecer essa confiança que a gente teve por mais de quatro décadas, com a população brasileira sendo responsável e comparecendo aos postos de vacinação”.

Um ponto importante que o PNI introduziu no país, explica a especialista, foi a participação dos estados e municípios nas políticas de imunização, com atribuições definidas para cada uma das esferas do governo. A compra centralizada e em larga escala de vacinas para todo o país por parte do governo federal, também garantida a partir do programa, foi essencial para que todas as populações pudessem ser vacinadas, independentemente da saúde financeira ou prioridade orçamentária de seus estados.

“Até a década de 1970, os programas da varíola, da pólio e da rubéola faziam suas compras, e não havia uma política nacional de aquisição de vacinas. E para doenças como sarampo, difteria, tétano e coqueluche, os estados que tinham recursos faziam programas estaduais. Isso não tinha impacto para a eliminação das doenças. Com compras centralizadas, distribuição e aplicação descentralizadas, garantia de fornecimento e toda uma cadeia de transporte e logística, você conseguiu implementar essa política de vacinação”.

Calendários para todos

Toda essa estrutura permitiu que o programa saísse das quatro vacinas ofertadas na década de 1970 para 20 vacinas disponíveis hoje, com calendários para crianças, adolescentes, adultos, gestantes e campanhas de grande porte como a vacinação anual contra o Influenza.

Esses motivos fizeram com que o Brasil sempre fosse convidado a apresentar suas experiências nas reuniões da Organização Pan-Americana de Saúde, lembra Carla Domingues, que acrescenta que o país também implementou de forma célere as recomendações e os compromissos debatidos no organismo internacional.

“O Brasil serviu de modelo quando a organização mostrava os casos de sucesso e, principalmente, pelos desafios, sendo um país tão grande, com populações tão dispersas e em condições geográficas tão diferentes.”

Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi. Foto: Divulgação/SBIM
A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Monica Levi, concorda que, apesar de cada país ter suas características, o Brasil era um modelo. Ela destaca que, da mesma forma, outras experiências internacionais podem agregar estratégias no enfrentamento de desafios, como o antivacinismo.

“O Brasil é um país que serve de modelo por ter um êxito nas coberturas vacinais por vários e vários anos, o que não é mais uma realidade agora”, conta Mônica.

“É importante ver como outros países enfrentaram as crises de confiança e conseguiram contornar a situação. Mas o que acontece em um país em termos de hesitação vacinal nem sempre é o mesmo que em outros”, afirma a especialista apontado exemplos como o Japão e a Austrália, que enfrentaram fortes movimentos antivacina contra o imunização anti-HPV.

A SBIm, a Fundação Oswaldo Cruz e o Ministério da Saúde têm trabalhado juntos em um projeto de reversão das baixas coberturas vacinais que obteve bons resultados no Amapá e na Paraíba, envolvendo as comunidades e os líderes comunitários na mobilização pró-vacinas. Esses resultados têm norteado as campanhas de multivacinação que devem chegar a todos os estados até o fim do ano.

“Já vejo melhora, mas não para todas as vacinas. Sou otimista e acredito que vamos conseguir recuperar nossa cobertura vacinal e voltar a ser como éramos antes. Já tivemos uma melhora em 2022, mas ainda não estamos perto de atingir o que a gente precisa. Ainda tem muito trabalho pela frente”.

Agência Brasil

 

Sine-PB disponibiliza quase 400 vagas de emprego, a partir desta segunda-feira; confira

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O Sistema Nacional de Emprego (Sine-PB) oferece, a partir desta segunda-feira (4), 387 vagas de emprego. Em João Pessoa, há 166 oportunidades para quem procura trabalho. O Sine oferece também vagas nos municípios de Campina Grande, Santa Rita, Guarabira, São Bento, Monteiro, Cabedelo, Bayeux e Mamanguape.

Na Capital paraibana, as vagas do Sine são para assistente de vendas (15), pedreiro (10) e armador de ferragens na construção civil (10). Há ainda algumas opções para professor (matérias variadas).

A cidade de Campina Grande disponibiliza 86 vagas de emprego. Dezenove delas são para o cargo de vendedor (entre pracista, porta a porta e interno).

Em Santa Rita, estão à disposição 74 vagas de emprego, entre as quais 30 são para auxiliar de linha de produção, três para almoxarife e duas para soldador.

No município de Guarabira há 33 vagas, sendo 19 para costureira em geral.

Doze vagas estão disponíveis na cidade de São Beto. A maioria na área de vendas, igualmente como no município de Monteiro, que tem oito vagas.

Já o posto do Sine-PB de Cabedelo oferece três vagas para auxiliar de logística, motorista carreteiro e padeiro.

Em Bayeux, também existem três vagas, sendo essas para auxiliar técnico de refrigeração e vendedor porta a porta e no Sine de Mamanguape também há duas vagas para vendedor porta a porta.

Atualmente o Sine-PB possui 19 postos em funcionamento, distribuídos em 15 municípios: João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Mamanguape, Monteiro, Pombal, Sapé, Bayeux, Conde, Guarabira, Itaporanga, São Bento, Santa Rita, Cabedelo e Patos.

O órgão realiza o trabalho de recrutamento de pessoal para empresas instaladas ou que irão se instalar no estado. Esses serviços podem ser solicitados pelo e-mail: [email protected] .

Confira as vagas

Telefones para contato:

João Pessoa – 3218-6617 – 3218-6600

Bayeux – 3253-2818

Cabedelo – 3250-3270

Cajazeiras -3531-7003

Campina Grande – 3310-9412

Guarabira – 3271-3252

Itaporanga – 3451-2819

Mamanguape – 3292-1931

Monteiro – 99863-3217

Patos – 3421-1943

Santa Rita – 3229-3505

Sapé – 3283-6460

Pombal – 3431-3545

Conde – 3298-2025

São Bento – 3444-2712

Cícero Lucena lança Corredor Turístico e ações irão fortalecer Centro Histórico com atrações gratuitas de cultura

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O prefeito Cícero Lucena apresentou, nesta quinta-feira (31), o projeto Corredor Turístico, criado pela Prefeitura de João Pessoa para fortalecer o Centro Histórico, transformando a Avenida Duque de Caxias, a partir do Pavilhão do Chá até o Centro Cultural de São Francisco, num espaço para apresentações gratuitas de música e grupos de cultura.

O lançamento aconteceu na Academia Paraibana de Letras (APL) e contou com apresentação da banda Rubacão Jazz. Em seguida, um recital, com o pianista Lucas Bojikian e a apresentação da Ave Maria, cantada pela soprano Izadora França, no Centro Cultural de São Francisco. As duas apresentações foram uma espécie de ‘amostra’ de como o projeto vai funcionar em cinco pontos da Avenida Duque de Caxias, com programação diária.

“O objetivo é dar vida e resgatar o nosso Centro Histórico. Nós pretendemos criar um corredor e, em alguns pontos, a partir das 17h, apresentarmos atividades culturais em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Será um ambiente cultural para que as pessoas sintam-se a vontade e acolhidas nesse espaço tão importante para a nossa cidade”, explicou o prefeito Cícero Lucena.

O projeto contará com quatro pontos fixos de cultura: Pavilhão do Chá, Ponto de Cem Réis, Praça Rio Branco e Centro Cultural São Francisco – este o primeiro a receber os eventos a partir de outubro. Os demais serão incluídos após a Prefeitura de João Pessoa concluir um projeto de requalificação na Avenida Duque de Caxias, com recuperação de calçadas, pisos, iluminação, entre outras intervenções.

O Corredor Turístico é fruto da parceria realizada entre as Secretarias de Ciência e Tecnologia (Secitec), Turismo (Setur), Comunicação Social (Secom), além da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) e do Centro de Comunicação, Turismo e Artes da Universidade Federal da Paraíba (CCTA/UFPB).

“Estamos criando uma grande atração turística para a cidade, com impacto para a economia criativa através da cultura. Isso vai possibilitar a qualificação do Centro, porque se a gente trouxer uma quantidade significativa todos os dias, vamos viabilizar negócios como cafés, bares e restaurante”, explicou Guido Lemos, secretário de Ciência e Tecnologia do município.

Nessa perspectiva, de fomento ao emprego e renda, a Prefeitura de João Pessoa planeja ações do programa ‘Eu Posso’ para viabilizar microcréditos para os comerciantes instalados no Centro ou que desejam ocupar o local. “Vai ter um edital específico, oportunizando a eles um atendimento diferenciado e com condições distintas em relação à tributação e a outras ações das secretarias da Prefeitura”, explicou Vaulene Rodrigues, secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest).

Confira cada ponto de cultura do projeto Corredor Turístico:

– Pavilhão do Chá (Ponto do Jazz): apresentação de grupos e bandas de Jazz;

– Ponto de Cem Réis: espetáculos de dança popular, Street Dance, grupos folclóricos, folias de rua e grupos carnavalescos;

– Praça Rio Branco (Ponto da MPB): shows de grupos de choro, samba e forró;

– Centro Cultural de São Francisco (Música Clássica): espetáculos de música de câmara e orquestral, com acompanhamento de Coro Sinfônico;

– Ponto das igrejas do entorno: apresentação de corais e canto gregoriano nas igrejas do Centro Histórico (Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves; Igreja da Misericórdia; Mosteiro de São Bento e Igreja de São Frei Pedro Bento Gonçalves).

Foto: Sérgio Lucena

Secom-JP

Pedido de recuperação judicial da 123Milhas é aceito pela Justiça

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A juíza Claudia Helena Batista, da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, deferiu o pedido de recuperação judicial da empresa 123Milhas. Segundo a decisão, o plano de recuperação deve ser apresentado no prazo de 60 dias e deve conter medidas para reparação aos consumidores. 

“Em se tratando de pedido de Recuperação Judicial de empresas cujo objeto principal é a atuação no mercado consumerista que goza de especial proteção legal de caráter público, o Plano de Recuperação a ser apresentado ao juízo deve conter medidas de reparação ao universo dos credores consumeristas pelos danos causados em todo território nacional”, informa a juíza, na sua decisão.

A 123Milhas, bem como as sócias HotMilhas e Novum Investimentos, deverão apresentar em 48 horas a sua planilha de credores. Os credores têm o prazo de 15 dias para apresentar à Administração Judicial suas habilitações ou divergências em relação aos créditos relacionados.

pedido de recuperação judicial da 123Milhas foi apresentado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais na última terça-feira (29). Segundo a empresa, a recuperação judicial tem como objetivo assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos com clientes, ex-colaboradores e fornecedores. A agência de viagens suspendeu a emissão de passagens para embarques previstos entre setembro e dezembro deste ano, por “motivos alheios à sua vontade”.

Também foi deferido o pedido de entidades de defesa do consumidor e de órgãos públicos para participar no processo de recuperação judicial como amicus curie podendo apresentar sugestões, requerimentos e audiências públicas.

Orçamento de 2024 prevê crescimento de 2,26% para economia

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Enviado ao Congresso Nacional no fim da tarde desta quinta-feira (31), o projeto do Orçamento teve poucas alterações em relação às estimativas de crescimento econômico para o próximo ano na comparação com os parâmetros da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que tramita desde abril. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) foi reduzida levemente, de 2,34% para 2,26% em 2024. A proposta foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet.

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, caiu levemente, de 3,52% para 3,3% para o próximo ano. Outros parâmetros foram revisados. A proposta do Orçamento prevê que a Taxa Selic (juros básicos da economia) encerrará 2024 com média de 9,8% ao ano, contra projeção de 11,08% ao ano que constava na LDO. A previsão para o dólar médio caiu de R$ 5,12 para R$ 5,02.

O projeto também apresentou estimativas até 2027. A previsão para o crescimento do PIB está em 2,8% para 2025, 2,4% em 2026 e 2,6% em 2027. Para o IPCA, a projeção está em 3% nos três anos. Em relação à Selic, a projeção média está em 7,82% ao ano em 2025, 7,05% em 2026 e 7,06% em 2027. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano.

Em relação ao IPCA, índice oficial de inflação, a projeção para o próximo ano está levemente acima do centro da meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Como o conselho determina uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, a inflação poderá ficar entre 1,5% e 4,5% no próximo ano sem resultar em descumprimento da meta.

As projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado na correção do salário mínimo, caíram em relação à LDO, de 3,3% para 3,01% para o próximo ano. Para 2023, a previsão corresponde a 4,48%, mas a estimativa pode ser revisada para cima no fim de setembro, quando a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda apresentará a nova edição do Boletim Macrofiscal.

O texto enviado ao Congresso estima o preço médio do barril do petróleo (usado para estimar receitas da União com royalties) em US$ 73,90 no próximo ano, alta de 12,09% nas importações (excluindo combustíveis) e crescimento de 5,69% na massa salarial nominal.

Codata lança novo edital de convocação de concurso público; confira os 36 convocados

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A Companhia de Processamento de Dados da Paraíba (Codata) lançou na edição desta sexta-feira (31) do Diário Oficial do Estado (DOE) o terceiro edital de convocação do concurso público realizado no ano passado. Nesta chamada estão sendo convocados 36 candidatos ao total. O concurso, realizado em dezembro de 2022, ofertou 61 vagas e teve salários iniciais de até R$ 5 mil.

Dos candidatos convocados nesta chamada 29 são da ampla concorrência, cinco são da cota para pessoas negras e dois da cota para pessoas com deficiência (PCDs). O edital foi assinado ontem (31) pelo diretor presidente da companhia, Angelo Giuseppe. O conteúdo traz a nomeação de candidatos nos cargos de analista de tecnologia da informação (em seis áreas), analista de administração e finanças, técnico de administração e finanças e técnico de tecnologia da informação.

Os convocado têm até  30 dias a partir desta data para comparecer à sede da Codata munidos dos documentos originais exigidos conforme o primeiro edital de convocação do concurso, publicado em abril deste ano (veja lista de documentos no fim da matéria).

O horário de funcionamento da sede do órgão, que funciona no Centro Administrativo Estadual, em Jaguaribe, é das 8h às 16h, de segunda a sexta-feira. Veja lista dos convocados:

  • Lista de documentos exigidos, segundo o primeiro edital de convocação publicado em abril no Diário Oficial do Estado (DOE):

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Duas apostas da Paraíba ganham R$ 55 mil na mega sena, veja cidades

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Dois apostadores da Mega-Sena na Paraíba ganharam R$ 55 mil cada um, na noite desta quinta-feira (31), após acertarem cinco das seis dezenas sorteadas no concurso 2627. As apostas foram feitas em Bayeux e São João do Rio do Peixe. O prêmio acumulou e deve chegar a R$ 48 milhões no próximo sorteio, que acontece neste sábado (2).

Os números sorteados foram 13 – 25 – 31 – 43 – 57 – 58.

Além dos dois paraibanos premiados na ‘quina’, outros 37 apostadores do estado acertaram quatro das seis dezenas sorteadas – cada um vai receber R$ 946.

Veja, abaixo, as cidades que tiveram apostas ganhadoras da Mega-Sena:

Bayeux
Cabedelo
Campina Grande
Catolé do Rocha
Conceição
Dona Inês
João Pessoa
Lagoa Seca
Monteiro
Picuí
Pilõezinhos
Queimadas
Remígio
Santa Luzia
Santana de Mangueira
Soledade
Taperoá

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