Parceria do MPPB e UEPB deve criar um Observatório de Feminicídio na Paraíba

O Núcleo de Gênero do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) devem firmar, no prazo previsto de 30 dias, um termo de cooperação para a implementação de um projeto de pesquisa com a temática “feminicídio”. A partir desse trabalho deverá ser criado o Observatório de Feminicídio da Paraíba. Tratativas nesse sentido foram feitas por representantes das duas instituições, durante reunião na manhã desta quinta-feira (26/09), em Campina Grande.

Estiveram em reunião o coordenador e a integrante do Grupo de Gênero, respectivamente, o procurador de Justiça Valberto Lira e a promotora Ismânia Pessoa, juntamente com o vice-reitor da UEPB, Flávio Romero, e professor responsável pelos projetos de extensão na universidade, José Pereira da Silva. O grupo discutiu os termos da parceria a ser oficilizada.

A ideia é que o observatório mantenha um banco de dados com perfis de vítimas e agressores, a partir de pesquisas dos casos no Estado. A pesquisa deverá ser feita através de preenchimento de questionários elaborados conjuntamente pela UEPB e o Núcleo de Gênero, que serão aplicados em casos concretos nos processos que apuram a prática femicida.

De acordo com o Núcleo de Gênero, a meta é levar o projeto para as comarcas onde existam campus da UEPB. “Com essa pesquisa, poderemos ter o ‘retrato’ fiel da realidade e das circunstâncias e motivações desse crime tão bárbaro. A partir daí, serão elaboradas estratégias de enfrentamento, ou seja, um trabalho preventivo”, explicou a promotora Ismânia Pessoa.

O Núcleo de Gênero

O Núcleo Estadual de Gênero foi criado em abril deste ano para discutir e uniformizar a atuação do MPPB em relação às questões de gênero, diante da necessidade de responder de forma mais efetiva a elas. O Núcleo é composto pelo procurador de Justiça, Valberto Cosme de Lira, e pelos promotores de Justiça, Rosane Maria Araújo e Oliveira, Rogério Rodrigues Lucas de Oliveira, Ismânia do Nascimento Rodrigues Pessoa da Nóbrega e Caroline Freire Monteiro da Franca.

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