ISOLACIONISMO – leia o novo artigo de Demétrius Faustino

Não há dúvidas que o mundo mudou. Com o advento das novas tecnologias, o surgimento do celular, do computador e da internet, isso se torna cada vez mais claro, e em específico, no que diz respeito ao modo de se comportar das pessoas.

Um triste cotidiano nos é atestado nesse mundo contemporâneo, pelo uso dos smartfones ou similares, pois importantes quando bem utilizados nas pesquisas, também participam da construção do isolacionismo entre as pessoas.

No meu tempo  de criança, as diversões e brincadeiras das formas mais plurais e sem mistura desordenada giravam em torno de um pátio ou numa praça. As crianças de hoje, ao chegarem da escola, seguem de um só fôlego para a sala da TV e vão direto para os jogos eletrônicos, onde começam a aprender a matar com confiança e firmeza. Lembrando que os jogos desse gênero foram criados para encorajar os soldados a matar no Vietnam.

De acordo com pesquisas publicadas, a violência nos jogos eletrônicos é ainda mais temerária do que aquela mostrada na TV ou no cinema, visto que o jogador avoca para sí o lugar dos personagens que praticam a violência.

Na escola jovens durante as aulas usam celular em rede e da aula nada ouvem, uma vez que o sentido da audição está preso a um equipamento e este unido ao celular para uso da rede. E ainda não se satisfazem, pois quando chega o recreio, de porte de seu celular, se isola na busca de uma comunicação, não com seu colega, mas com outra pessoa do mundo virtual.

Dois namorados sentam em uma mesa para almoçar. Cada um deles se põem diante de um aparelho celular e permutam mensagens via what zap por exemplo, com outras pessoas. Não existe entre eles quase nenhuma fala interativa. Ou seja, em termos de diálogo ele une pessoas distantes, mas afasta as mais próximas.

O meio eletrônico, sendo mal-empregado, não permite uma visão cultural mais abrangente sobre os assuntos. Chega a mediocrizar os temas e destrói a capacidade de refletir do usuário.

Entretanto, ao vermos a virtualização como instrumento de propagação e interação social, ela não pode ser culpada mesmo que indiretamente pelos casos, por exemplo, de angustia e solidão que vem ocorrendo na atualidade, pois ela é só uma ferramenta e como qualquer outra, os êxitos de seus atos devem ser postos sobre aqueles que as utilizam.

É preciso e necessário uma nova reflexão sobre a importância das praças, para compreender a natureza e este mundo que nos cerca.

João Pessoa, Setembro de 2019.

 

 

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