Famintos 2: após ser preso, Renan Maracajá é transferido para presídio da Capital

O vereador de Campina Grande Renan Maracajá (PSDC), preso nesta quinta-feira (22) em desdobramento da segunda fase da Operação Famintos, foi transferido para um presídio de João Pessoa, após audiência de custódia. Segundo o advogado do parlamentar, Jolbeer Cristhian Borbosa, Renan deve ficar na Penitenciária Hitler Cantalice em João Pessoa, mais conhecida como Média de Mangabeira, por ter curso superior completo.

Além de Renan Maracajá, também tiveram as prisões mantidas, por decisão da 4ª Vara da Justiça Federal em Campina Grande, os acusados: Roberto Alves Pinheiro, Liselício de Brito Júnior, André Nunes de Oliveira Lacet, Severino França de Macedo Neto, Edna Iara dos Santos e Pablo Allyson Leite Diniz.

O advogado informou, ainda, que está debruçado sobre o processo para dar entrada no pedido de habeas corpus e de revogação da prisão preventiva, por considerar desnecessária que o seu cliente tenha que responder ao processo preso. Jolbeer Cristhian argumenta que a análise preliminar aponta que os requisitos para a prisão preventiva não foram preenchidos e por isso vão ser questionados na Justiça.

O pedido, no entanto, só deve ser apresentado no Tribunal Regional Federal da 5ª Região em Recife, em Pernambuco, na segunda-feira (26). “Estamos debruçado sobre o processo, mas ele é muito extenso. Vamos tentar apresentá-lo já nesta sexta-feira ou no mais tardar na segunda”, disse o advogado de Renan.

Envolvimento de Renan

As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) durante a segunda fase da Operação Famintos revelam que o vereador Renan Maracajá (PSDC), alvo de um mandado de prisão juntamente com outras sete pessoas na manhã desta quinta-feira (22), chegou a se reunir com outros empresários para ‘lotearem’ o fornecimento da merenda escolar em Campina Grande.

Na segunda fase das investigações o foco é a distribuição dos alimentos diretamente para as escolas do município, mais de 100 unidades escolares no total. No relatório do MPF, os investigadores afirmam que o parlamentar tinha uma participação ativa nas negociações. Ele seria o administrador, de fato, da empresa Lacet Comercial, que teria participado de várias licitações com o município.

Famintos 2

A Segunda fase da Operação Famintos tem a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF). O objetivo é combater a prática de crimes de fraude à licitação, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e de corrupção, na aquisição de gêneros alimentícios e merenda escolar para alunos da rede municipal de ensino de Campina Grande.

A investigação iniciou-se a partir de representação autuada no MPF relatando a ocorrência de irregularidades em licitações realizadas para a compra de merenda escolar por meio de verbas oriundas do PNAE, mediante a contratação de empresas “de fachada”, o que deu ensejo à primeira fase da Operação. Jornal da Paraíba

 

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