Sem cinto, nem documento – “libera geral” no trânsito; escreve Marcos Thomaz

Meninos eu viiii!!! Na verdade, ouvi com estes dois ouvidos que a terra há de comer…

Fato inapelável é que o Serviço voluntário, petulante e presunçoso de OMBUDSMAN da imprensa paraibana foi forçado a reaparecer…

É que teve conceituado radialista/jornalista paraibano usando prestigiado horário na radiofonia local para defender, “passar pano”, contemporizar, buscar lógica no desmanche da política punitiva/educativa, de segurança do trânsito brasileiro!!

O referido colega usou os microfones da Arapuan FM, 95,3 FM, para fazer um malabarismo, um “duplo twist carpado”, um verdadeiro “salto ornamental” tentando amenizar o impacto do insano projeto do presidente Bolsonaro em dobrar a pontuação da CNH, extinguir o exame toxicológico para motoristas profissionais, quase “aposentar” radares, tornar a cadeirinha opcional e toda série de mazelas!

Entre as alegações para a defesa, ou reflexões sobre o tema, como ele preferiu chamar, pérolas do tipo (às aspas):

-“Na verdade, nesse complicado trânsito brasileiro não é difícil a pessoa atingir 20 pontos em infrações ao longo de apenas um ano. Por essa análise é realmente pouco limite e prazo e blá blá blá… Com esta média de pontuação atual a pessoa tem que ter atenção redobrada ao volante…”

Hã?? Ora, então a culpa do trânsito violento brasileiro não é da condução irresponsável, imprudente, e criminosa, de fato (em muitos casos). A responsabilidade está nos semáforos, nos radares, nos agentes de trânsito, por certo!?!!

E que bom que, pelo menos a obrigação nos faz ter mais atenção no trânsito!?!?! Ufa! Já pensou se fosse apenas por nossa vontade e responsabilidade natural, hein? “Ah, não tem ninguém fiscalizando mesmo, vou descer aqui na ‘banguela’, enquanto tiro uma soneca…” VROOOMM- CRAC – BOOOOM!!!!

Meu caro, somos o quinto país que mais MATA no trânsito! E quem MATA são os condutores culturalmente pautados por uma legislação permissiva historicamente, mas que nos últimos anos teve avanço considerável! Retroceder nesse pouco terreno conquistado é estimular a conduta perigosa.

E quem está aqui rebatendo essa fala absurda, não é o motorista purista! Passo longe de ser um “recatado” e “conservador” também no trânsito, mas sei que as restrições e punições pesam no meu bolso e consciência e, exatamente por isso, são elementos fundamentais, imprescindíveis a quebrar este tenebroso ciclo!

Eu realmente sinto vergonha alheia com a coragem de alguns em explicitar determinadas posições. Baseado na lógica só se pode crer que esta postura é influenciada por gana diversa, que nem me arrisco em supor “de onde ela veio, pra onde ela vai”, como diz aquela canção…

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