Governo sem Educação; no olhar de Demétrius Faustino

É de notório conhecimento que o governo atual busca desqualificar a universidade pública, pois quem pretende investir em melhoramentos para a educação, não pode sequer pensar em acabar com os cursos de Filosofia e Sociologia por exemplo, e principalmente cortar verbas, mesmo que discricionárias ou não obrigatórias, pois em nenhum país do mundo alguém ousaria tomar tal atitude, ainda mais quando na atualidade, com raras exceções, a situação nas universidades públicas brasileiras não é das melhores. Isto é o que se pode chamar verdadeiramente de ponto de partida para compreender os ataques ao direito à educação, cujas consequências já estão sendo sentidas com as manifestações existentes em todo o país.
Esta política de retração do governo, ao determinar o corte de verbas nas universidades públicas, mexe até com as cordas vocais do professor já que constituem a mais linda forma que o mestre utiliza para educar seus discentes. Nunca vi tanta falta de respeito, eis que estes estão sendo humilhados e tratados como agentes da indisciplina e da teoria da conspiração.
E por falar em falta de respeito, o presidente refugiado em território estrangeiro para não encarar as gigantescas mobilizações contra seu governo, que diga-se de passagem, cada vez que abre a boca, uma crise se avizinha, afirmou em voz alta e bom som, que os estudantes que estão protestando contra o corte de verbas para a Educação são “massa de manobra” e “idiotas úteis”. Ou seja, dá a entender nitidamente que, os não presentes são “idiotas inúteis”.
E ainda vem o tal do Abrão, expor mais uma vez sua ignorância sobre os assuntos da pasta, e atacar parlamentares, embora tenha se embaralhado em números, sepultando de uma vez por todas a chance de ser levado a sério.
Como pode um governo, que se acha na missão quase-religiosa de “salvar a pátria”, ser tão violento, infantil, estúpido e desorganizado?
Ora, se houver rigor nas investigações sobre a dupla Flavio Bolsonaro/Queiróz serão a pá de cal nesta aventura de extrema-direita, pois por muito menos, Fernando Collor foi expulso do Planalto.
Só há uma conclusão: A Carta Magna está sob estado de sítio, aguardando o Supremo Tribunal Federal despertar do adormecimento pedantesco para alcançar, de modo frontal, a gravidade do momento, pois estão ferindo o coração da República.
Só não podemos é assistir, de braços cruzados, ao desmonte da universidade pública, pois é preciso resistir à política neoliberal.
O desafio é encontrar um expediente constitucional que possa reconduzir o Brasil ao seu lugar de antes, e para tanto não adianta clamar o Congresso Nacional, mas botar o bloco nas ruas, como ocorreu nesta mais recente manifestação.
João Pessoa, Maio de 2019.

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