Benjamin quer revisão na política de preços da Petrobras e sugere que MDB manifeste posição a Temer

O deputado Federal Benjamin Maranhão sugeriu que a bancada do MDB no Congresso se una e encaminhe ao presidente Michel Temer um documento pedindo a revisão na política de preços dos combustíveis da Petrobras. Para ele, a única forma de haver uma redução no preço dos produtos é a realização de uma nova fórmula para constituição do valor da gasolina, do diesel e do álcool, abandonando a atual política que vincula o preço dos combustíveis ao barril de petróleo em dólar.

“A política de preço precisa ser alterada. Claro que não pode ser como era antes, nada daquilo que aconteceu no passado, corrupção ou com irresponsabilidade nessa política de formulação de preços. Precisamos de uma política austera, mas que tenha uma visão social e não podemos ter isso com o preço da gasolina vinculada ao barril de petróleo em dólar”, defendeu.

Para Benjamin, mesmo o MDB sendo o partido que governa o País, é necessário que os parlamentares se posicionem para que o Brasil não permaneça nessa situação atual e comuniquem essa decisão ao presidente. “Não podemos continuar com essa política. O maior acionista da Petrobras é o povo brasileiro”, frisou.

Benjamin lembra que essa semana os deputados já votaram por zerar a cobrança do PIS/ COFINS sobre os combustíveis. Ele sugere que também haja retirada a Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) e que o presidente possa chamar os governadores para que reduzam o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“O ICMS é o maior vilão hoje na composição do preço do óleo diesel. Os governadores precisam entrar num consenso e abrir mão de parte desse recurso, nem que de forma temporária, para que o preço do diesel caia”, argumentou.

Benjamin também defendeu que o etanol hidratado, o que é usado nos automóveis, seja comercializado diretamente das usinas, sem a necessidade de passar pelas distribuidoras. A medida barateia em 20% o preço. “Não se consome álcool porque o governo não incentiva. Era para termos tarifa zero. A venda direta nas usinas iria beneficiar ainda mais a população do Nordeste e, aqui na Paraíba, principalmente, visto que temos usinas que fazem o beneficiamento do álcool hidratado”, explicou.

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