Líder de Cartaxo, Helton Renê, anuncia instalação de 4 CPI’s na Câmara Municipal

A bancada governista na Câmara Municipal de João Pessoa protocolou, nesta segunda-feira (20), quatro pedidos de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar temas polêmicos na cidade. Os pedidos foram assinados por 15 parlamentares e envolvem a confecção de carteiras estudantis, a poluição das praias da Capital, o extermínio de jovens negros, e um convênio da Prefeitura de João Pessoa para instalação de sofwares.

De acordo com o líder da situação, Helton Renê (PCdoB), os pedidos foram conversados com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) antes de serem recolhidas as assinaturas, especialmente a que trata sobre suposto superfaturamento na confecção das carteiras de estudantes. Neste caso a empresa DESK deve ser investigada. “Conversei com o prefeito sobre essa necessidade. Eu avisei a ele e disse que iríamos entrar (com a CPI) porque era extremamente necessário. Ele não obstaculou”, garantiu.

Outro tema que envolve a gestão é a investigação sobre convênio firmado pela Prefeitura com FUNETEC e IFPB para implantação de softwares e engenharia na Capital. “São temas palpitantes”, resumiu. Dentro da bancada governista, apenas os vereadores Raissa Lacerda (PSD), Bispo José Luiz (PRB) e Bosquinho (PSC) não assinaram os pedidos porque não participaram da reunião, segundo Renê.

Sobre a Cagepa, o líder afirmou que tem recebido cobranças por conta da balneabilidade das praias na Capital e negou qualquer tipo de retaliação contra o Governo do Estado. “Culpam a Prefeitura quando a responsabilidade direta é de um organismo estadual. Isso para que o assunto seja colocado em pratos limpos”, destacou, apesar de reconhecer que a gestão municipal não poderia se eximir de debater o assunto que envolve o esgotamento sanitário.

Pela tramitação natural dentro da CMJP o parlamentar explicou que, a partir do protocolo, as CPIs podem ou não ser recebidas pela Mesa Diretora da Casa. Helton Renê ainda fez um convite para que os parlamentares da oposição também assinem os requerimentos. “A bancada oposicionista tem suas prerrogativas e direcionamentos, mas essa discussão não pode ser apenas dos governistas, tem que ser de todos. A gente só não pode esperar”, avisou.

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